Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Carta aberta de condolências a nós… brasileiros?

Postado em 01-11-2010

Segunda-feira, 1º de novembro de 2010

Véspera de Finados…

Como “nunca antes na história deste país” deveríamos antecipar a visita aos cemitérios onde jazem nossos entes já falecidos, e lhes pedir desculpas pelo que fizemos com o Brasil que um dia conheceram. Pelo assassinato a sangue frio de uma nação que outrora recebera o batismo das Caravelas, que fora presenteada com a Salvação e agora escarra na Cruz de Nosso Senhor.

Hoje, 31 de Outubro, por volta das 21h, nosso país foi vitimado fatalmente pela impunidade, cegueira e insuficiência moral. Foi igualmente insuficiente o sistema excretor desta Nação, que décadas atrás não conseguira expulsar de forma definitiva o Verme Comunista. Não só não conseguira expulsá-lo, mas, como um cão que volta ao próprio vômito, o anistiaram sob a insígnia da liberdade e dos direitos humanos. Maldito seja o direito da criatura quando ousa suplantar o de seu Criador!

“Ama o feio desde que bonito lhe pareça, desde que lhe apeteça, desde que não lhe aborreça, desde que esteja garantido o feriado da Terça, e a cachaça que na goela desça. Desde que a si, nada aconteça”. A que ponto nossa falta de Fé, nosso descaso, nossa mesquinhez e soberba nos conduziram! A que total inversão de valores ora protagonizamos e assistimos ao entronizarmos o Latrocínio como rei bastardo e a guerrilha como sua rainha espúria! Ao aceitarmos que esse maldito concubinato doravante dê as cartas e dite suas anti-regras! Ao endossarmos o maquiavelismo de “PTralhas” que arrogam a si um direito execrável ao poder, conquistado à base de persuasão e coação junto àqueles que, quer ricos, quer pobres, fazem do ventre o seu deus!

Reconheçamos, no entanto, a astúcia e a malandragem desses “Arautos da Sacanagem”! Não poderemos jamais culpá-los de ineficácia, tampouco colocar em dúvida a paciência que tiveram para o alcance das metas traçadas pela Maçonaria. Isso não! Resta-nos, sim, confrontar nossa estultícia e vadiagem, nossa falta de brios, nossa inconstância e infidelidade, nossa excessiva preocupação com os nossos botões.

Frente a essa patifaria vermelho-sangue, acuso os fatos. Não as consciências, que só Deus perscruta.

Acuso aos que votaram pela manutenção desse governo anti-cristão, que ora grassa em nossas terras, de terem as mãos embebidas do sangue de milhões de inocentes que já morrem e morrerão quando da descriminalização do aborto, assim como os acuso pela asfixia do pouco que resta da Família, quando pelo sufrágio universal de hoje, apoiaram conscientemente (pois não me venham agora ostentar a bandeira da “Ignorância Invencível”) a aberração da união civil de homossexuais.

Acuso os senhores Bispos que permaneceram sobre o muro em profundo silêncio democrático, e aos que direta e vergonhosamente emprestaram seu nome e enlamearam seu título sagrado de “Pastores” com toda a sorte de fins escusos – cargos, espaços, aparências, segurança – de compactuarem com a torpeza e o satanismo das leis que, daqui por diante, poderão fazer desta nação um sepulcro de inocentes e uma torre de vergonha e infâmia. Acuso-os de atentarem contra suas próprias ovelhas, principalmente as mais indefesas.

Acuso os teólogos da Libertação e da libertinagem, que engrossaram o fogo das fornalhas esquerdistas durante os quarenta anos de Pós-concílio para, cheios de vanglória e orgulho, rirem-se hoje de sua vitória, breve vitória, pois que ”a injustiça não pode perpetuar-se”, e haja vista que de Deus não se zomba… não por muito tempo!

Acuso as Televisões “ditas” Católicas por se manterem tão civicamente empenhadas durante todo o pleito eleitoral e tão moralmente alheias – a despeito de suas obrigações para com a salvação das almas dos fiéis – a exemplo da famigerada TV Canção Nova que, ao silenciar o Pe. José Augusto (visto que depois de sua famosa homilia, ele nada mais disse sobre o assunto) e ao calar-se com relação a Gabriel Chalita e seu apoio descarado à perpetuação dessa horda de patifes no poder, esquivou-se por medo dos homens e do combate, quando deveria temer a Ira de Deus e Sua Justiça. Acuso-as de responsáveis pela alienação, aos moldes soviéticos, de milhões de jovens e adultos que hoje valorizam a opinião pessoal como o leme de suas vidas, a ponto de desobedecerem inescrupulosamente ao que exige a Doutrina Católica, até mesmo quando pronunciada pela voz do Papa, e ao mesmo tempo ostentarem o título de “Católicos à sua maneira”.

Acuso a todos esses Padres apelidados diminutivamente (Joãozinho, Zezinho, Huguinho, Luizinho, Marcelinho, Fabinho…), mas de uma covardia e um comodismo superlativizados, e tantos outros que se silenciaram em suas paróquias, ou abriram a boca apenas para cantar ou ensinar um Evangelho diverso do que o ensinado por Nosso Senhor. Àqueles que substituíram a espada do Evangelho pelos violões. Àqueles que não só desonram a batina que portam, mas que a substituem por algo mais “fresco”, mais “soft”, mais “cool”, e que se aproximam tanto dos fiéis a ponto de os afastarem da Verdade. Acuso-os de permitirem que alguns hereges protestantes os precedessem na corajosa defesa em favor da Vida, quando deveriam ser eles os primeiros a darem a voz e a vida por esta causa.

Acuso aos “grupecos” de paróquia e às famosas Pastorais (que mais deviam chamar-se “Loborais”), que diligentemente conduzem milhares ao culto do sentimento e da experiência pessoal, preocupando-se tanto com o “Reino”, não o de Deus, mas o mesmo desejado pelos Deicidas de outrora, um reino de paz e tranqüilidade aqui e agora, um reino de permissividade e tolerância ao erro, de um ecumenismo tolo e inerte que nunca visou e nem jamais visará à sincera conversão de ninguém (visto que desde o princípio fora concebido às avessas e com o fim único de ludibriar os ignorantes e incautos), de colaborarem para a ignorância de toda uma massa de Católicos hoje transtornados e transformados em meros “mamulengos” que se movem ao sabor da Moda.

Acuso aos filhos que fizeram ouvidos moucos aos apelos dos pais que, mais acertadamente, sabem os perigos do Comunismo. Aos pais que, por respeito humano, não corrigiram caridosamente as más inclinações democráticas (ou demonocráticas) de seus filhos. Aos irmãos e amigos que se mantiveram calados uns para com os outros temendo a desunião familiar ou social, valorizando o amor fraterno em detrimento do Amor e respeito a Deus, Nosso Senhor, sendo que, neste último grupo, vergonhosamente me incluo.

Acuso a todos esses partidos políticos, que nada mais são que “casas de tolerância”, espalhando imoralidades e disseminando toda sorte de doenças, não por serem de direita ou esquerda, mas por serem situacionistas e buscarem vantagem em tudo, acima de todas as coisas, mesmo da vontade de Deus, bem como acuso a Democracia, que levianamente faz com que o povo creia que decide por algo, quando na verdade, sorrateiramente, ergue nas nações os governos mais totalitários já concebidos.

A América Latina com seus Führers marxistóides, e o comunismo que democraticamente se instaurou e se mantêm em nosso país, são meros reflexos da fumaça que adentrou no Templo de Deus, derrubando hierarquias e espalhando a anarquia.

Perdoem-me a sinceridade além da conta, e recebam minhas sinceras condolências todos os que amam e que ainda se dignam chamarem-se filhos desta Terra de Santa Cruz. Neste caso, sei que meus sentimentos de pesar atingirão poucos, visto que nos últimos tempos uma massa de seres humanos espiritualmente falidos, moralmente lesionados, mas física e financeiramente satisfeitos, passou de tal modo a usurpar o título de BRASILEIROS e, principalmente, de CATÓLICOS, que qualquer apelo à sanidade, à justiça e à moral, que se queira fazer de público, terá com certeza uma ínfima e quase desprezível parcela de ouvintes.

Parafraseando um amigo: “Os maus são muitos e resolutos! Os bons são poucos, e muitos insuficientemente bons”.

Os maus têm coragem e cara-de-pau.

Os “ditos” bons são covardes de caras lavadas.

Aos que não se subjugaram a nada, exceto ao dever para com Deus, que Ele, em Sua Justiça, os recompense.

Rezemos!!

Coragem!!

“Por fim, meu Imaculado coração triunfará!”

(Nossa Senhora de Fátima)

Anápolis, 31/10/2010 – Festa de Cristo Rei

Frederico Maria de Souza Aleixo