Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

De Francisco para seus críticos conservadores

Postado em 15-11-2019

 

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

Sinceramente, acho que o Papa Francisco poderia responder mais ou menos nestes termos aos ratzingerianos que  o atacam de forma virulenta através das redes sociais, sobretudo agora, quando lhe pedem uma retratação, por ter promovido o culto de pachamama no Vaticano, por ocasião do Sínodo da Amazônia. O que me parece revoltante é o paralelo que alguns traçam entre Francisco, de um lado, e João Paulo II e Ratzinger, de outro, como se Francisco traísse a ortodoxia de seus predecessores pós-conciliares.

Creio que Francisco poderia recordar aos signatários da carta que lhe dirigiram pedindo uma retração o que eu disse em forma de uma carta imaginária ao Santo Padre:

Papa Francisco, por favor, responda aos seus inimigos “conservadores”, cardeais, bispos e leigos, que o acusam de promover a idolatria no Sínodo da Amazônia. Diga-lhes com toda razão que Vossa Santidade segue o exemplo de João Paulo II, o qual, em face de toda a Igreja, para espanto dos fiéis, recebeu o sinal de tilak de uma sacerdotisa da deusa Shiva e fumaradas de um pajé.

Diga aos seus inimigos, Santo Padre: por que me acusam a mim e veneram João Paulo II, a quem imito promovendo, como ele, os ritos pagãos com o escopo de ajudar todos os credos  a confluir em uma única religião mundial para o bem da humanidade?

Diga-lhes, Santo Padre: tanto eu quanto meu ilustre predecessor aplicamos à risca o Vaticano II.

Diga-lhes, outrossim, Santo Padre: por que me injuriam por defender a ordenação sacerdotal de viri probati, entre os indígenas da Amazônia, e exaltam tanto a Bento XVI, quando este papa também aprovou a ordenação de viri probati entre os anglicanos. Será porque estes são áulicos e cortesãos da rainha Elizabeth e os outros são uns pobres ribeirinhos da Amazônia? Os senhores são tão cegos como os fariseus do tempo de Jesus.

Diga-lhes também: vocês conservadores não têm a hombridade de um Dom Lefèbvre e de um Dom Mayer. Por isso, merecem o meu desprezo.

 

Anápolis, 15 de novembro de 2019.

Festa de Santo Alberto Magno, bispo, confessor e doutor.