Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Francisco e os pigmeus da Teologia

Postado em 01-05-2019

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

Li há pouco o libelo acusatório contra o bispo de Roma Francisco Bergoglio por delito de heresia subscrito por 19 teólogos.

A despeito da alta qualificação acadêmica ostentada pelos signatários, a despeito dos erros públicos e notórios propagados pelo acusado, devo dizer que, lendo o documento, o sentimento que me dominou foi de certa insatisfação.

Explico-me. O estado atual da Igreja é de tal degradação, que hoje qualquer disputa entre as várias facções religiosas dessa confederação de seitas em que se transformou a Igreja pós-conciliar, me parece uma luta entre pigmeus da teologia, ou melhor, uma querela entre os pupilos daqueles hereges da Nova teologia condenada por Pio XII na Humani Generis.

Churchill disse certa vez: “A guerra dos gigantes terminou, começam as querelas dos pigmeus.”

Realmente, a gloriosa guerra contra a heresia foi combatida por Dom Lefèbvre e Dom Mayer, não só durante o Vaticano II mas sobretudo na guerra ofensiva e defensiva do pós-concílio, quando publicaram dois manifestos episcopais denunciando os erros do Vaticano II propagados e levados às consequências extremas por João Paulo II.

Onde estavam os pigmeus então? Estavam adulando João Paulo II e mancomunados com Marcial Maciel.

Onde estavam os pigmeus? Estavam negociando com os dissidentes da TFP para criar a Associação dos Arautos.

Sim, quanto negócio foi feito!

Por isso, quero ficar longe de toda essa querela. E dou a Francisco o benefício da sua coerência com os princípios do Vaticano II, ao mesmo tempo que manifesto meu desprezo por esses pigmeus que até ontem vilipendiavam os verdadeiros católicos da tradição e agora lhes estendem a mão, pedindo ajuda para apagar um incêndio que ajudaram a propagar.

De vez em quando me ocorre a idéia de que o próximo incêndio será no Vaticano, não para consumir Francisco, gigante do Modernismo, mas os pigmeus negociadores, oportunistas,  defensores de uma Igreja que renegou o Syllabus de Pio IX e não quer arcar com as consequências do seu “aggiornamento”.

A Francisco só resta trilhar o caminho aberto  por seus mestres João XXIII, Paulo VI, João Paulo II do Espírito de Assis e do Beijo do Corão. A Francisco só lhe resta  mandar lamber sabão a todos os pigmeus que se põem no meio do seu caminho.

Anápolis, 1º de maio de 2019.

Solenidade de São José Artesão