Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

“Mal-educado” na defesa de Nossa Senhora

Postado em 25-01-2016

Como resposta ao inaceitável ataque à piedade mariana tradicional dirigido pelo pregador pontifício Cantalamessa que disse que os protestantes recusam Nossa Senhora porque os católicos teriam uma devoção mariana sem fundamento bíblico, traduzimos abaixo o relato de uma defesa de Nossa Senhora feita por um jovem italiano publicado no admirável periódico Si Si No No

Caro Si Si No No,

Esta manhã, por volta das 8 horas, na paróquia da estação da minha cidade, esperei Franco, 18 anos, que todas as manhãs, apenas desce do trem, vai lá rezar e oferecer ao Senhor o seu dia, antes de ir à escola.  Pontualmente chegam ele e um amigo seu mais jovem, Lúcio, que Franco protege das provocações no trem e na escola.

Rezamos juntos uns dez minutos e depois Franco me diz: “Falta um professor e entramos na escola às 9.15 horas.” Então fomos juntos tomar um café da manhã a um lugar tranquilo.

Franco conta-me todo contente e sorridente: “Não há um mês ainda que começamos a escola e eu já recebi uma advertência registrada no diário de classe… e estou orgulhoso por isso.” Olho para ele perplexo: “E por que?”. “Ouça-me – diz-me ele- o que me ocorreu. Nos últimos dias a professora de italiano e história falou-nos de Lutero. Disse-nos também que Lutero não crê nos mitos católicos sobre Nossa Senhora, por exemplo, que Nossa Senhora teria sido assunta  ao céu com seu corpo. “Rapazes, vede que Lutero tem razão: Nossa Senhora morreu e foi sepultada e corrompeu-se o seu corpo no sepulcro, como todos os mortais”.

A essa altura Franco levantou a mão e respondeu: “Professora, isto não é verdade! A senhora não pode falar assim, não deve falar assim, porque sou ofendido como se tivesse falado do pior modo de minha Mãe”. A professora já espumava de raiva, mas Franco continuou: “Nossa Senhora foi concebida imaculada, foi sempre virgem, é Mãe de Deus e…sim, foi assunta ao céu em corpo e alma. Verdade de fé católica, verdade absoluta que a senhora não pode blasfemar assim!”.

A mestra ficou furiosa: “Mas como ousas contradizer-me, a mim que sou laureada em italiano, história, latim e outras matérias que tu nem avalias. Como podes tu provar que Maria foi assunta ao céu? Por que to disse o padre? Ou a tua avó? É hora de deixar de lado os mitos, as fábulas da Igreja!”.

Franco respondeu-lhe: “Professora, com todas seus títulos, a senhora é uma ignorante. A senhora, que estudou, deveria saber que nós católicos cremos na Assunção de Maria Santíssima porque é verdade transmitida pela Tradição, desde o início, desde o tempo dos Apóstolos e, fundando-se nisto, em 1950, o Papa Pio XII definiu a Assunção em corpo e alma como verdade de fé. Ponto e basta”.

A essa altura, a professora reagiu como um vilã, tomou o registro de aula e escreveu: “O aluno F. L. comportou-se como mal educado respondendo de modo desaforado à professora. Prof. etc.”. E concluiu: “Terás de explicar-te ao diretor”. Franco, com o sorriso de sempre e coragem, respondeu-lhe: “Suceda o que suceder, que me importa a sua nota ou o que me diga o diretor” Que pretende a senhora? Fazer-me renegar a minha fé? Deveria envergonhar-se mestra de mentiras!”.

Os colegas de Franco estavam pálidos, quase aterrorizados. Todos guardaram um rigoroso silêncio. A professora não disse mais nada. Poucos minutos depois soou a campainha, a aula tinha terminado, e foram fumar ao corredor.

Disse a Franco: “Assim foi tido como mal educado por causa de Nossa Senhora, que você defendeu contra aquela bruxa! Bravíssimo, você é um gigante. Esteja certo de que Nossa Senhora se recordará para sempre do que você fez por Ela”.

Vede, amigos, esta é uma “boa escola” de hoje: uma “boa educação” para o ateísmo, para a negação da nossa civilização cristã, a má formação de homens sem fé e sem lei. Mas onde haverá um bispo que se insurja contra isto? Haverá? Há ainda  rapazes – no instituto profissionalizante, o mais humilde, portanto – na escola se insurgem na defesa do Credo católico, aí compreendida Nossa Senhora. “Recorde-se – disse-me Franco –  neste mundo parece mandarem os comunistas e maçons, mas nós, Marianos, somos mais fortes, mais poderosos, os vitoriosos somos nós!”.

Si Si No No, porque Nossa Senhora é mais forte que um exército em linha de batalha.

Insurgens

Que Nossa Senhora das Vitórias derrame copiosas bênçãos sobre o jovem Franco, o autor desta crônica e sobre o Si Si No No.