Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Nossa Senhora das Vitórias

“Aliás, a história da Igreja atesta a força e a eficácia destas orações, recordando-nos a derrota das forças turcas na batalha naval de Lepanto, e as esplêndidas vitórias alcançadas no século passado sobre os mesmos Turcos em Temesvar, na Hungria, e perto da ilha de Corfu. Do primeiro fato permanece como monumento perene a festa de Nossa Senhora das Vitórias, instituída por Gregório XIII, e depois consagrada e estendida à Igreja universal por Clemente XI, sob o nome de festa do Rosário”.

(Augustissimae Virginis Mariae. Leão XIII, 1897).

 

“Com efeito, de um lado os fiéis, prontos a dar a vida e a derramar o sangue pela incolumidade da religião e da pátria, junto ao golfo de Corinto esperavam impávidos o inimigo; de outro lado, homens inermes, com piedosa e suplicante falange, invocavam Maria, e com a fórmula do santo Rosário repetidamente a saudavam, a fim de que assistisse os combatentes até à vitória. E Nossa Senhora, movida por aquelas preces, os assistiu: porquanto, havendo a frota dos cristãos travado batalha perto de Lepanto, sem graves perdas dos seus desbaratou e matou os inimigos, e alcançou uma esplêndida vitória. Por este motivo o santo Pontífice, para perpetuar a lembrança da graça obtida, decretou que o dia aniversário daquela grande batalha fosse considerado festivo com honra da Virgem das Vitórias; festa que depois Gregório XIII consagrou sob o título do Rosário”.

(Supremi Apostolatus Officio. Leão XIII, 1883).

Batalha de Lepanto

Em 1570, os Turcos Otomanos invadiram a Ilha de Chipre, então na posse de Veneza. Os Venezianos, enfraquecidos por anos de luta contra os Turcos, viram-se obrigados a pedir ajuda, já que a posse de Chipre permitiria aos Turcos o domínio do Mediterrâneo. O Papa Pio V conseguiu a duros esforços coordenar os interesses de potências católicas. Reuniu uma esquadra de duzentas e oito galés e seis galeotas (enormes navios a remos com quarenta e quatro canhões), das marinhas de Veneza, Reino de Espanha e dos Estados Papais, sob o comando de João da Áustria. Esta frota enfrentou duzentas e trinta galés turcas ao largo de Lepanto, na Grécia, a 7 de Outubro de 1571. O combate durou três horas. Foram destruídas ou capturadas cento e noventa galés turcas, enquanto os cristãos perderam apenas doze navios. Lepanto foi o fim da ameaça marítima turca para a Europa. A importância desta vitória, para a defesa de uma Europa cristã, e obtida em circunstâncias militares muito difíceis, levaram o Papa Pio V a instituir naquela data o dia de Nossa Senhora da Vitória, bem como a divulgar, em toda a cristandade a prática da oração do Terço do Rosário. (Wikipédia: Batalha de Lepanto. Acessado em 08/09/2006). Esta festa foi posteriormente estendida a toda a Igreja pelo Papa Clemente XI, que reconheceu na recitação do Rosário o motivo do milagre. Assim ficou instituída a festa de Nossa Senhora do Rosário.

 

Nossa Senhora do Sorriso de santa Terezinha do Menino Jesus,
festa comemorada em 15 de agosto.

A devoção de Nossa Senhora do Sorriso, está muito ligada à Santa Teresinha do Menino Jesus. O espírito de devoção filial para com Maria marcou a vida inteira dessa pequenina grande Santa. Sensibilíssima e precoce, decidiu se dedicar à Deus desde a infância. E fez de sua vida consagrada uma singular projeção missionária da Virgem Santíssima. Por isso, é modelo de empenho missionário, sem nunca ter saído do Carmelo de Lisieux, França.

Os fundamentos da religião Teresinha aprendeu com seus pais, Luis Martin e Zélia Guerin. O pai era um fervoroso devoto mariano e possuía uma imagem da Santíssima Virgem no seu quarto. Quando se casou, a imagem passou para a família. Teresinha era a caçula de nove irmãos. Sofreu um grande trauma, em 1877, quando sua mãe Zélia adoeceu e morreu em poucos meses. Então, com quatro anos de idade, ficou sob os cuidados da sua irmã Paulina.

Em outubro de 1882, Teresinha sofreu outro forte golpe, ficou sem a “segunda mãe”. Paulina ingressou no Carmelo de Lisieux, com a benção do pai. A tristeza de Teresinha se tornou uma doença que se agravava a cada dia. Na noite da Páscoa de 1883, as crises de tremores começaram e duraram semanas. O médico da família diagnosticou uma profunda depressão motivada por frustração afetiva. A imaturidade emocional própria dessa idade, não permitiu que ela assimilasse a perda das “duas mães”. Vivendo na angustia do abandonado e sem conseguir reagir, apresentou um comportamento regressivo que a levou a ser tratada como uma recém nascida. Um caso gravíssimo e, na época, sem cura na medicina.

Paulina, unida às demais carmelitas do Convento de Lisieux, intensificou as súplicas em oração à Nossa Senhora, para lhe obter a cura. Com essa intenção, seu pai Luis mandou celebrar uma novena de Messe no santuário de Nossa Senhora das Vitórias de Paris, acompanhada por todos os parentes e amigos. Enquanto ele e as outras filhas rezavam diante da imagem da Virgem colocada ao lado do leito da menina enferma.

Mais tarde, no livro de sua autobiografia, “História de uma alma”, Santa Teresinha narrou que só foi curada dessa enfermidade pela intervenção materna de Maria. Escreveu que: “No dia 13 de maio de 1883, festa de Pentecostes,… do leito, virei meu olhar para a imagem de Nossa Senhora e… De repente, a Santíssima Virgem pareceu-me bonita, tão bonita que nunca vira algo semelhante, seu rosto exalava uma bondade e uma ternura inefáveis, mas o que calou fundo em minha alma foi o “sorriso encantador da Santíssima Virgem”. Todas as minhas penas se foram naquele momento, duas grossas lágrimas jorraram das minhas pálpebras e rolaram pelo meu rosto, eram lágrimas de pura alegria… Ah! pensei, a Santíssima Virgem sorriu para mim, estou feliz… (…) Fora por causa dela, das suas intensas orações, que eu tivera a graça do sorriso da Rainha dos Céu…” (Ma, 30v).

A esta imagem ela deu o título de “Virgem do Sorriso” e a invocação começou com seus familiares. Depois, ela levou a devoção para o Carmelo de Lisieux, onde ingressou aos quinze anos de idade, por deferência especial do Papa Leão XIII. Finalmente, foi divulgada em todas as ordens carmelitas e se propagou no mundo.

A imagem de Nossa Senhora do Sorriso, de Santa Teresinha tem menos de noventa centímetros de altura, é uma reprodução da obra do artista Bouchardon. Esteve em frente da enfermaria do Carmelo de Lisieux, onde ela concluiu a sua breve existência de vinte e quatro anos, em 1897. Hoje, a imagem é venerada na capela do mesmo Carmelo, acima da cripta de vidro que guarda as relíquias da Santa. Nossa Senhora do Sorriso, de Santa Teresinha também é celebrada no dia 15 de agosto. (www.fatima.com.br – “Nossa Senhora do Sorriso de Santa Terezinha do Menino Jesus – 15 de Agosto”. Acessado em 08/09/2006).

No mundo:

Basilique de Notre-Dame des Victoires

Esta é a principal e tem links para outras igrejas dedicadas a Nossa Senhora das Vitórias no mundo inteiro. http://www.notredamedesvictoires.com/

 

No Brasil:

Igreja da Ordem Terceira do Mínimos de São Francisco de Paula, Rio de Janeiro-RJ.

A igreja foi inaugurada oficialmente em 7 de março de 1855, em solene Te Deum, com a presença dos imperadores D. Pedro II e dona Tereza Cristina. Os trabalhos de decoração interna estiveram a cargo de Valemtim, em sua última obra (1801-1813), Pádua e Castro (1855-1865), e outros,como o pintor mulato,escravo alforriado Manoel de Coimbra[…] (http://www.rjnet.com.br/rjigrejasfp.php)

 

Igreja N.Sr.a. das Vitórias construída na 1ª metade do séc. XVI, em homenagem à primeira padroeira de Ilhéus-BA.

“Para quem não sabe, Oeiras foi a primeira capital do Piauí e guarda hoje boa parte do patrimônio histórico e cultural do Estado. Lá existe um bairro que antigamente, nos tempos do Brasil Colônia, era habitado apenas pelos negros. Foi no bairro do Rosário que o grupo de congo se formou e começou a louvar em terras piauienses a santa de devoção dos africanos que viviam escravizados no Brasil, Nossa Senhora do Rosário. Havia na época duas igrejas em Oeiras, a de Nossa Senhora das Vitórias (padroeira do Estado), que foi a primeira igreja do Piauí e na qual os negros não podiam entrar; e a de Nossa Senhora do Rosário, que guarda até hoje a marca da segregação da época da escravidão: uma linha que divide o espaço onde os negros eram obrigados a ficar” (http://www.overmundo.com.br/overblog/a-batida-certeira-dos-congos-de-oeiras).

“Por Ti, Nossa Senhora das Vitórias, em Cristo, teu filho, livres do pecado” é o tema da festividade de Nossa Senhora das Vitórias, em Marapanim, Diocese de Castanhal, que se inicia neste domingo, 13 de agosto. A escolha do tema foi inspirada no recente acampamento da juventude promovido pela diocese. O período festivo deve prosseguir até o próximo dia 20 com celebrações eucarísticas, procissões, novenas e shows de música católica e regional em homenagem à padroeira (www.fundacaonazare.com.br/ Caderno Interior, de 12/08/2006. Acessado em 08/09/2006).

 

Catedral de Nossa Senhora das Vitórias

Uma linda igreja em estilo gótico, situa-se à meia ladeira da Serra do Periperi. Vitória da Conquista-BA (www.tudoaver.com.br / Festa da padroeira. Acessado em 08/09/2006).