Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Questão 14: Da ciência de Deus.

Depois de termos considerado o que pertence à substância divina, resta considerarmos o que lhe pertence à operação. E como há duas espécies de operações, uma imanente no agente, e outra, que produz um efeito exterior, trataremos, primeiro, da ciência e da vontade, pois, o ato de inteligir é imanente no sujeito que intelige e o de querer, no sujeito que quer. E, em segundo lugar, trataremos do poder divino considerado como princípio de operação divina que produz um efeito exterior. — Como, porém, inteligir é viver, depois de considerarmos a divina essência, trataremos da vida divina. — E, como a ciência diz respeito à verdade, trataremos da verdade e da falsidade. — Enfim, como todo objeto conhecido está no sujeito que conhece; e como as razões das coisas, enquanto existentes em Deus, que as conhece, chamam-se idéias, quando tratarmos da ciência também, conjuntamente, trataremos das idéias.

Ora, sobre a ciência discutem-se dezesseis artigos:
Art. 1 — Se em Deus há ciência.
Art. 2 — Se Deus se conhece a si mesmo.
Art. 3 — Se Deus se compreende a si mesmo.
Art. 4 — Se o inteligir de Deus é a sua própria substância.
Art. 5 — Se Deus conhece seres diferentes de si.
Art. 6 — Se Deus tem dos outros seres conhecimento próprio
Art. 7 — Se a ciência de Deus é discursiva.
Art. 8 — Se a ciência de Deus é causa das coisas.
Art. 9 — Se Deus tem ciência do não-ser.
Art. 10 — Se Deus conhece o mal.
Art. 11 — Se Deus conhece o singular.
Art. 12 — Se Deus pode conhecer infinitos seres.
Art. 13 — Se Deus tem ciência dos futuros contingentes.
Art. 14 — Se Deus conhece os enunciáveis.
Art. 15 — Se a ciência de Deus é variável.
Art. 16 — Se Deus tem ciência especulativa das coisas.