Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Questão 3: Da simplicidade de Deus

Conhecida a existência de uma coisa, resta inquirir como existe, para que se saiba o que é. Porém, como não podemos saber o que é Deus, mas o que não é, não podemos considerar como é, mas, como não é.

Logo, 1o. consideraremos como não é; 2o. como é de nós conhecido; 3o. como se nomeia.

Ora, podemos mostrar como Deus não é removendo o que lhe não convém, p. ex.: a composição, o movimento, e atributos semelhantes.

Portanto, 1o. devemos tratar da sua simplicidade, pela qual dele se remove a composição. E sendo os seres corpóreos simples, imperfeitos e partes, devemos tratar, 2 o. da perfeição de Deus; 3 o. da sua infinidade; 4 o. da sua imutabilidade; 5 o. da sua unidade.

Na primeira questão, discutem-se oito artigos:
Art. 1 — Se Deus é corpo
Art. 2 — Se em Deus há composição de matéria e forma.
Art. 3 — Se Deus é idêntico à sua essência ou natureza.
Art. 4 — Se em Deus se identificam a essência e a existência.
Art. 5 — Se Deus pertence a algum gênero.
Art. 6 — Se em Deus há acidentes.
Art. 7 — Se Deus é absolutamente simples.
Art. 8 — Se Deus entra na composição dos outros seres.