Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Art. 4 – Se o homem foi feito no paraíso.

O quarto discute–se assim. – Parece que o homem foi feito no paraíso.

1. – Pois, o anjo foi criado no céu empíreo, lugar da sua habitação. Ora, o paraíso era lugar congruente à habitação humana, antes do pecado. Logo, o homem devia ter sido feito no paraíso.

2. Demais. – Os outros animais são conservados no lugar da sua geração; assim, os peixes, nas águas; e os animais que andam na terra, onde foram produzidos. Ora, o homem havia de ser conservado no paraíso, como já se disse. Portanto, devia nele ter sido feito.

3. Demais. – A mulher foi feita no paraíso. Ora, o homem, sendo mais digno que a mulher, com maior razão devia ter sido feito nele.

Mas, em contrário, diz a Escritura: Tomou, pois o Senhor Deus ao homem, e pô–lo no paraíso das delicias.

SOLUÇÃO. – O paraíso era lugar congruente à habitação humana, quanto à incorrupção do primitivo estado. Ora, essa incorrupção o homem não a tinha por natureza, mas por dom sobrenatural de Deus. E para que fosse imputada à graça de Deus e não à natureza humana, Deus fez o homem fora do paraíso; e depois nele o colocou, para que aí habitasse todo o tempo da vida animal, para, após haver alcançado a vida espiritual, ser transferido ao céu.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. – O céu empíreo é lugar congruente aos anjos, quanto à natureza deles, e, por isso, nele foram criados.

E, semelhantemente, devemos RESPONDER À SEGUNDA. – Pois, tais lugares eram apropriados aos animais, pela natureza destes,

RESPOSTA À TERCEIRA. – A mulher foi feita no paraíso, não por causa da sua dignidade, mas por causa da dignidade do princípio pelo qual o seu corpo foi formado. Porque, semelhantemente, também os filhos teriam nascido no paraíso, no qual já os pais estavam colocados.