Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Art. 5 ─ Se neste sacramento deve ser ungido todo o corpo.

O quinto assim se discute. ─ Parece que, neste sacramento, deve ser ungido todo o corpo.

1. ─ Pois, segundo Agostinho, a alma está toda em todo o corpo. Ora, este sacramento é ministrado sobretudo para curar a alma. Logo, todo o corpo deve ser o ungido.

2. Demais. ─ Onde está a doença aí se deve aplicar o remédio. Ora, às vezes o mal, como a febre, é geral e está em todo corpo. Logo, todo ele deve ser ungido.

3. Demais. ─ No batismo todo o corpo é imerso. Logo, também deve ser todo ungido.

Mas, em contrário, é costume da Igreja universal, pelo qual, neste sacramento, o enfermo não é ungido senão em determinadas partes do corpo.

SOLUÇÃO. ─ Este sacramento é aplicado como remédio. Ora, a cura do corpo não é preciso seja feita pela aplicação do remédio a todo ele, mas só naquelas partes onde está a raiz do mal. Por onde, também a unção sacramental deve ser feita só naquelas partes onde está a raiz do mal espiritual.

DONDE A RESPOSTA À PRIMEIRA OBJEÇÃO. ─ A alma embora esteja essencialmente em todas as partes do corpo, não está porém desse modo em todas as potências dele, que é onde estão as raízes dos atos pecaminosos. Por isso, hão de fazer-se as unções nas determinadas partes do corpo onde tem essas potências a sua sede.

RESPOSTA À SEGUNDA. ─ Nem sempre se aplica o remédio onde está a doença; mas antes, e melhor, onde está a raiz do mal.

RESPOSTA À TERCEIRA. ─ O batismo se faz sob a forma de ablução. Ora, a ablução corporal só purifica da mancha a parte do corpo onde se faz; por isso o batismo é aplicado a todo o corpo. Diferente é o caso da extrema unção, como dissemos.