A infelicidade geral tem um nome: feminismo

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

(Quem achará uma mulher forte? O seu valor é maior que tudo o que vem de longe e dos últimos confins da Terra. Prov. XXXI, 10)

Todos sabemos perfeitamente os males que o feminismo acarreta para as famílias. Quantos lares são destruídos quando as mulheres não querem ser mais verdadeiras esposas e mães, quando as moças não querem comportar-se mais como tais dentro de casa e na sociedade. Mas parece que  muitos ainda não se deram conta dos males incalculáveis que o feminismo vem causando na sociedade política, quando as mulheres degeneradas assumem o poder, ocupando os mais altos cargos na magistratura, nas casas legislativas e sobretudo no poder executivo.

Aqui no Brasil, por exemplo, a partidocracia já era  um jogo sujo entre organizações criminosas e agora, com a criação do Partido da Mulher Brasileira, parece que resolveu em sua demência pedir a colaboração do feminismo para aprimorar seus métodos de corrupção.

Não se espante o eventual leitor de que eu diga “mulheres degeneradas” ao referir-me às feministas. Não há nenhum exagero no emprego do adjetivo. Pelo contrário, ele expressa com toda a propriedade as consequências da violação de uma lei natural comprovada cientificamente, como bem o demonstra  francês Alexis Carrel, conceituado biólogo e cirurgião francês que recebeu o prêmio Nobel em 1912. Explicando as diferenças entre o homem e a mulher e todas suas implicações no campo moral, diz Carrel:

“As diferenças existentes entre o homem e a mulher não são apenas devidas à forma particular dos órgãos genitais, à presença do útero, à gestação ou ao modo de educação; têm uma causa mais profunda, a estrutura dos tecidos e a total impregnação do organismo por substâncias químicas específicas segregadas pelo ovário. A ignorância destes fatos fundamentais é que levou os promotores do feminismo à ideia de que os dois sexos podem ter a mesma educação, as mesmas ocupações, os mesmos poderes e responsabilidades. A mulher é, na realidade, profundamente diversa do homem. Cada célula do seu corpo tem o sinal do seu sexo. O mesmo acontece com os seus sistemas orgânicos, e sobretudo com o sistema nervoso. As leis fisiológicas são tão inexoráveis como as do mundo sideral, e é impossível substituí-las pelos desejos humanos; temos de as aceitar tais quais são. As mulheres devem desenvolver as suas aptidões no sentido da sua natureza própria sem procurar imitar os homens. O seu papel no progresso da civilização é mais elevado do que o dos homens, e é preciso que não abandonem as suas funções específicas.” (Alexis Carrel, O homem, esse desconhecido, p.111. Porto, Editora Educação Nacional, 1937).

Degenerado é o ser estragado,o ser atrofiado que não se desenvolveu plenamente de acordo com as leis da sua natureza. Este é o caso das feministas, cujo comportamento imoral apenas traduz a violação das leis fundamentais do sexo feminino. Com efeito, a mulher só será forte, como diz a Sagrada Escritura, se ela for o sexo frágil.

Isto não significa dizer absolutamente que a mulher seja inepta, incapaz de desempenhar funções mais árduas próprias do homem. Significa dizer que ela não é talhada para exercer habitualmente tais funções como próprias. A tradição e a experiência mostram como grandes mulheres, realmente femininas, desempenharam, em caráter extraordinário, funções próprias do homem. Houve grandes rainhas, imperatrizes e regentes que se distinguiram por sua bondade, sabedoria e prudência à frente dos reinos, como Maria Teresa da Áustria e a nossa princesa Isabel. Ou ainda grandes mulheres que na viuvez, além das ocupações domésticas, tiveram de gerir grandes negócios para o sustento de suas famílias. Mas essas grandes mulheres sempre tiveram consciência das circunstâncias anormais em que viviam. Aqui no Brasil as mulheres dos bandeirantes paulistas, quanta coragem e prudência demonstraram no governo do seu lar na ausência dos seus maridos! O insuspeito Sérgio Buarque de Holanda em Raízes do Brasil as enaltece, citando a matrona paulista do Pedro Taques.

Não significa tampouco que as mulheres, em sua formação, tenham de ser analfabetas ou ignorantes. A educação católica tradicional  sempre assegurou às mulheres a aquisição de uma ciência compatível com as ocupações que deveriam ter na sociedade. Se uma mulher, eventualmente, tiver um gosto especial pela vida intelectual, pela investigação científica, é claro que não devem ser impedidas, porque poderão talvez dar uma grande contribuição para a sociedade.

O que me parece um absurdo é dizer que uma mulher só será feliz se for, por exemplo, uma jornalista que vive entrevistando os políticos ladrões de Brasília ou frequentando os clubes de futebol para colher informações sobre os jogadores. Podemos imaginar quanta conversa imprópria, quanta vulgaridade e indecência não presenciarão. É inegável que seriam mais felizes e realizadas em casa cuidando dos seus filhos, ensinando-lhes religião e dando-lhes bons exemplos.

Todos esses valores e instituições tradicionais que procuro defender aqui têm, efetivamente, fundamentação científica, conforme se pode comprovar pelo que acrescenta a respeito Alexis Carrel:

“Dir-se-ia que as fêmeas, pelo menos entre os mamíferos, só atingem o seu pleno desenvolvimento depois de um ou mais partos. As mulheres sem filhos são menos equilibradas e mais nervosas do que as outras. Em suma, a presença do feto, cujos tecidos diferem dos seus por serem novos, e, em parte, os do seu marido, age profundamente sobre a mulher. Reconhece-se, em geral, a importância que tem para ela a maternidade, que é indispensável ao seu máximo desenvolvimento. É, portanto, absurdo desviar as mulheres da maternidade. Não se deve dar às raparigas a mesma formação intelectual, o mesmo gênero de vida, o mesmo ideal que aos rapazes. Os educadores precisam de ter em consideração as diferenças orgânicas e mentais do macho e da fêmea, e as suas funções naturais. Há entre os dois sexos diferenças irrevogáveis, e é preciso tê-las em conta na construção do mundo civilizado.” (o. c. p. 113-114)

Sublinhe-se o que disse o grande cientista católico Alexis Carrel “na construção do mundo civilizado”. Passados tantos anos desde quando escreveu sua admirável obra, a situação do mundo piorou com o avanço do feminismo. A civilização vem desmoronando, a barbárie e o caos instalando-se e comprometendo o futuro da humanidade.

Hoje o feminismo impera praticamente no mundo inteiro. Seus frutos são os piores em todos os setores, não só em prejuízo da instituição familiar mas sobretudo nos assuntos políticos mais sérios. Na Europa, por exemplo, a sra. Ângela Merkel, filha de pastor herege luterano, adepta do nudismo na mocidade, ameaça o futuro da Europa permitindo a sua invasão por hordas muçulmanas. Na América do Sul temos a inqualificável Cristina Kirchner que promete tornar o país ingovernável para o seu sucessor agitando os chamados movimentos sociais. E ronda no horizonte o perigo de voltar ao poder nas futuras eleições. Com efeito, feminismo e democratismo são as duas pragas que arruínam a civilização.

No Brasil há não apenas o desastre econômico promovido pela miss feiura e incopetência, como também o perigo de uma bem conhecida messalina que se  bandeou para o PMDB galgar postos mais altos em seu apetite insaciável pelo poder e sexo.

Entretanto, nossa infelicidade não pára aí. O lulopetismodilmista sabe que vai perder as próximas eleições presidenciais de 2018. Ainda que recorra à fraude  das urnas eletrônicas. Portanto, só lhe resta evitar o impeachment ao custo de piorar ainda mais a situação econômica do Brasil, de maneira que a oposição não possa consertar o desastre sócio-econômico do Brasil em 4 anos e a esquerda mais radical possa voltar ao poder. Essa perversão do lulopetismodilmista, realmente, faz lembrar a paz vergonhosa do tratado de Brest Litovsk assinado entre a Rússia e a Alemanha que impôs à Rússia condições inaceitáveis. Lenin disse então: “O que importa é conservar o poder”.

Hoje também os comunistas que estão no poder em Brasília não estão absolutamente preocupados em corrigir os erros cometidos. Querem apenas perpetuar-se no poder a qualquer custo.

Aqui na Capela Santa Maria das Vitórias travo uma batalha sem tréguas ao diabólico feminismo, fruto do diabólico democratismo e rogo sempre que nossas famílias se espelhem no exemplo da Sagrada Família e nutram um profundo sentimento de admiração pelas mulheres católicas de antigamente e procurem imitá-las em tudo o que possível nos tempos de desolação que vivemos.

Anápolis, 8 de janeiro de 2016.

Dentro da Oitava de Epifânia e na preparação da festa da Sagrada Família.