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No limiar de um bom governo, uma imprensa miserável.

Postado em 28-11-2018

Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

 

Tudo indica que, pela graça de Deus, depois de muitos anos de sofrimento, submetidos a um regime de socialistas boçais comandado pela quadrilha lulopetista, estamos no limiar de um bom governo. Um governo que parece desejar conduzir a nação pelo caminho da prosperidade e da ordem, no respeito da lei de Deus.

São os mais diversos os desafios que o novo governo terá de afrontar. Saltam aos olhos; qualquer pessoa bem informada tem consciência, não vem ao caso mencioná-los. Desejaria apenas apontar  um inimigo que temos de  combater com máxima energia: a miserável imprensa brasileira. Sim, uma imprensa miserável, tão ignorante quanto atrevida. Uma imprensa que se arvora como defensora das luzes da ciência que estaria ameaçada pelo restabelecimento de uma concepção política obscurantista baseada em uma visão metafísica hostil ao progresso, ao avanço da humanidade na conquista de sempre novos direitos, como pretende a cultura pragmática do mundo moderno.

Realmente, não invento nada no que disse acima, não fantasio nem exagero nas minhas acusações à imprensa miserável e ignorante que infelicita o Brasil dos nossos dias. Uma imprensa que entreguei a Satanás por causa de seus pecados, como São Paulo entregou um incestuoso ao diabo. Uma imprensa que merece falir e morrer de fome.

Passo a fundamentar meu libelo contra a meretriz imprensa.

Até à véspera do segundo turno das eleições presidenciais, a mídia não poupava críticas ao economista Paulo Guedes, super-ministro da Economia do governo Bolsonaro. Até mesmo a mídia favorável à economia de mercado e crítica do descalabro econômico causado pelo lulopetismo acusava-o de não saber explicar como poria em prática suas idéias e  planos de reforma, principalmente no que concerne à privatização e à caótica previdência social.

Mas agora, depois da indicação do filósofo Ricardo Velez Rodriguez, para a pasta da Educação, tachado pela mídia como reencarnação de um teólogo da Idade Média sem nenhum conhecimento concreto da triste realidade da educação no Brasil, tachado como um homem que se perde em considerações filosóficas inúteis, a miserável mídia começa a elogiar Paulo Guedes, comparando-o com o futuro ministro da Educação para dizer que o Bolsonaro devia ter adotado na escolha do ministro da Educação os mesmos critérios que o levaram a escolher Paulo Guedes, quer dizer, deveria ter nomeado alguém com um perfil mais técnico, mais pragmático, alguém que não estivesse preocupado com os princípios filosóficos e os valores morais que norteiam uma verdadeira educação, mas apenas preocupado com a melhoria dos resultados concretos da educação pública. Na verdade, um homem que tivesse uma visão cientificista da educação, um homem homem que fosse um herdeiro das idéias do enciclopedismo, do iluminismo e simpatizante do socialismo.

Basta ter a pachorra de ler as bobagens ditas principalmente pelas colunistas da Folha de São Paulo e do Estado de S. Paulo. O que essas feministas abortistas travestidas de jornalistas na realidade querem não é uma verdadeira educação que ajude o homem a desenvolver-se como um ser racional, consciente do seus deveres para com Deus, com a família, com a pátria e seus semelhantes. O que essas megeras ignorantes e atrevidas querem é que haja um grande público imbecil que possa engolir todo o veneno, todo tipo de corrupção moral que a miserável mídia brasileira tem despejado sobre nossas famílias diariamente.

Toda essa crítica virulenta da mídia contra o futuro ministro da Educação, toda essa adulação oportunista do economista Paulo Guedes confirmam as palavras de Webster:

“O intuito final da revolução mundial não é o socialismo, nem o próprio comunismo; não é a transformação do sistema econômico presente, nem a ruína da civilização, sob o ponto de vista material. A revolução desejada pelos chefes é moral e espiritual; é uma anarquia de idéias, em virtude da qual ruirão todas as bases estabelecidas há dezenove séculos, serão espezinhadas todas as tradições veneradas e, mais do que tudo, deverá ser obliterada a idéia cristã” ( Webster, Secret societies and subversive movementsapud As forças secretas da revolução, Leon de Poncins, Castela).

A mídia diz sempre chamar a atenção para o problema do analfabetismo funcional no Brasil. Todos sabemos dessa desgraça que atinge grande parcela da nossa população. Mas se for para termos uma escola pública orientada por falsos princípios filosóficos, uma educação influenciada pela ideologia iluminista, uma educação materialista, é preferível que nossas crianças sejam realmente analfabetas funcionais, porque ao menos ficarão mais preservadas do bombardeio ideológico da mídia.

Meu saudoso tio Dom Lourenço de Almeida Prado OSB, que foi um bom educador e durante muitos anos reitor de um dos melhores colégios do Brasil, o Colégio São Bento do Bento do Rio de Janeiro, me contou uma vez que em certa ocasião, quando ouvia um psicopata comunista metido a educador enaltecer Cuba porque na Ilha prisão não havia analfabetismo, quase que replicou: “Melhor se houvesse, porque a escravidão seria menor, pois a juventude não leria as cartilhas ditadas pelo partido comunista”.

Por isso, hoje também digo que talvez a situação da família brasileira fosse pior se a nossa juventude lesse realmente todo o material didático produzido pelo MEC ou as cartilhas da teologia da libertação que a igreja modernista distribui através das paróquias Novus Ordo.

Em conclusão, diria apenas que tenho esperança em Deus que o nosso futuro ministro da Educação, o filósofo Ricardo Velez Rodrigues, por quem desde já rezo, venha a fazer um grande trabalho de resgate da verdadeira educação, da educação fundamentada nos sólidos princípios e valores da Lei Natural, uma educação que ajude a restaurar a família e a nação, uma educação que ajude nossos jovens a redescobrir nossos grandes escritores como Antonio Vieira, Bernardes, Machado de Assis, Joaquim Nabuco, Gustavo Corção, Gilberto Freyre e tantos outros. Enfim, uma educação que ajude a nossa juventude  a mandar plantar batatas e a lavar cueiros esses escribas malfeitores da miserável imprensa brasileira.

Anápolis, 28 de novembro de 2018.