Capela Santa Maria das Vitórias

Missa no rito romano tradicional em Anápolis

Protesto contra vilipêndio d“O Estado de S. Paulo” contra a fé católica

Postado em 03-04-2009

Sr. Redator.

Considero inaceitável para um católico sincero a “charge” do Loredano publicada no dia dez do corrente neste jornal. Ninguém é obrigado a seguir alguma religião, porém respeitar o sentimento religioso do próximo é obrigação de todos. É o requisito mínimo para que haja um convívio civilizado, além de ser comportamento próprio das pessoas bem educadas. A “charge” em tela (não a primeira do autor) é uma grosseria que se choca com as tradições de “O Estado de S. Paulo”, a começar pela escolha do seu título “Mater et Magistra”. A má fé transparece na figura do sacerdote que conduz um homem para uma igreja, deixando para trás uma menina abandonada. É uma evidente alusão ao arcebispo de Olinda e Recife, do qual qualquer pessoa tem o direito de discordar, mas não da forma tão rasteira. Estou com oitenta e dois anos de idade e imagino que sou um dos mais antigos assinantes deste jornal, do qual meu pai e meus avós também foram assinantes. Peço-lhe que me informe se a “charge” de Loredano reflete a opinião do jornal em relação à Igreja Católica. Caso assim seja, peço-lhe que receba o meu pedido de suspensão da minha assinatura a partir desta data, bem como a suspensão da remessa dos números a que ainda tenho o direito de receber. Espero que esta minha manifestação seja publicada no Fórum dos Leitores, da mesma forma que outras opiniões são acolhidas.

Alceu Ferraz Costa Júnior

RG 11415788 SSP

Comentário do responsável  deste site.

Com a ressalva da afirmação do leitor de que ninguém está obrigado a seguir uma religião (O homem tem a obrigação moral de render a Deus o culto devido. A religião é parte da virtude da justiça), bem como de sua afirmação de que qualquer pessoa pode discordar do arcebispo (como discordar de uma autoridade religiosa que simplesmente recorda a pena canônica a quem mata  uma vida indefesa e inocente?), a carta acima transcrita é justa e prova o espírito faccioso do deletério órgão maçônico e republicano da imprensa brasileira.